Náutico pode recorrer a nomes conhecidos para comandar a equipe

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A saída do técnico Felipe Conceição após apenas dois meses no cargo, deixa uma marca forte no Náutico. O clube não pode mais errar na contratação do terceiro técnico da temporada, e o próximo treinador anunciado deve seguir no comando até o final da Série B, onde o Timbu tenta o acesso para não completar uma década longe da elite nacional.

Esse é o pensamento da diretoria alvirrubra. O diretor de futebol Eduardo Belo. Para o dirigente alvirrubro, a busca pelo novo comandante será cautelosa e sem extrapolar o aporte financeiro que o clube estipulou para a temporada. “Não temos ainda (um nome para substituir Felipe Conceição). Temos que fazer tudo com muita calma, com muita cautela, porque agora a gente não pode mais errar na contratação”, justificou.

“A nossa questão é o foco na sequência da Série B e por isso temos que estudar tudo com muita segurança. Nós somos muito cautelosos com os nossos custos. Vamos buscar treinadores que se encaixem dentro do orçamento do clube”, concluiu.

Com a limitação financeira e de tempo, além do fato de não ter dado certo com um treinador ‘novato’ no clube, o cenário pode sugerir ao Náutico recorrer a treinadores que já conhecem o ambiente dos Aflitos e o elenco de jogadores. Entretanto, técnicos que têm boa aceitação nos bastidores timbu e que já realizaram bons trabalhos afirmam que ainda não receberam contato do clube.

É o caso do pernambucano Roberto Fernandes, que após deixar o Santa Cruz seguiu no Recife acompanhando o mercado. Marcado por evitar rebaixamentos pelo Timbu, o treinador levou o time ao título Pernambucano em 2018, que encerrou um jejum de 13 temporadas.

“Até o momento eu não fui procurado. Tenho acompanhado bem a equipe do Náutico por estar aqui no Recife, além de todas as equipes, Santa Cruz e Sport. Conheço bem o elenco, trabalhei com alguns jogadores e tenho um relacionamento muito bom com eles. Para mim, seria um motivo de muito orgulho mais uma vez trabalhar no Náutico, onde fui muito vitorioso”, destacou Roberto.

Outro técnico que tem boa relação com a cúpula alvirrubra é Márcio Goiano, que em 2018 levou o time da zona de rebaixamento da Série C à liderança do grupo, e iniciou a base campeã brasileira no ano seguinte com aproveitamento de 60%.

“Fiquei sabendo hoje da mudança, mas não fui consultado. Realmente tenho uma amizade grande com o Diógenes e nós sempre nos falamos. Eu até gostaria, sim, de voltar. Trabalhei no clube e conseguimos bons resultados, até porque no momento em que a gente chegou o time estava numa situação difícil também”, apontou o treinador.

Dado Cavalcanti também pode voltar à pauta. O treinador chegou a brigar pelo acesso com o clube em 2014 e recentemente voltou ao mercado após ser demitido pelo Vitória. Já o nome de Lisca, que também tem boa aceitação junto à torcida, esbarra na limitação financeira do clube, além dos planos do treinador para a carreira, uma vez que recusou convite do Sport para mirar em projetos de trabalhar fora do país.

Do Esportes DP. Foto: divulgação

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