Retrô sai na frente e adota a SAF (Sociedade Anônima do Futebol)

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No Brasil, existem mais de 650 clubes de futebol profissionais, praticamente todos na modalidade “Sem Fins Lucrativos”. Esse setor, que movimenta bilhões de reais por ano, infelizmente tem sido marcado por muitas críticas quanto ao modelo de governança adotado pela maioria dos clubes. São processos trabalhistas, dívidas acumuladas, ações judiciais, sonegações, enfim, varios escândalos que permeiam a maioria dos clubes de futebol brasileiros, salvo poucas exceções.

Diferentemente do modelo societário brasileiro, na Europa, mais de 90% dos clubes adotam o modelo clube-empresa. Esses clubes movimentam bolsas de valores, fundos de investimentos e, em geral, trazem resultados muito positivos que não necessariamente atrelam o ganhar jogos e campeonatos às oscilações do valor de suas ações no mercado.
Com a aprovação e sanção do modelo SAF (Sociedade Anônima do Futebol), no final de 2021, há uma grande oportunidade para os clubes de futebol no Brasil otimizarem suas gestões e transformarem essa paixão nacional em um modelo estruturado de gestão de negócios e governança corporativa, assim como os grandes “players” europeus.

Um dos novatos no cenário profissional do futebol brasileiro, o Retrô Futebol Clube do Brasil, criado em 2016 como um projeto social, e que estreou profissionalmente em 2019 com um modelo disruptivo não apenas na sua estrutura física mas também na forma de gerir e pensar futebol bem como na organização e governança, mais uma vez sai à frente: fecha parceria com a EY, multinacional que tem um braço de futebol muito ativo no Brasil e em outros países, através do seu diretor, Pedro Daniel; e com a CCLA Advogados Asssociados, escritório paulista que também tem o futebol como um de seus principais braços, tendo as contas de grandes clubes e atletas do Brasil, nesse projeto tendo a presença ativa do Cristiano Caús.

Laércio Guerra, fundador e presidente do clube azulino, está otimista com essa modelagem, sendo o primeiro clube do Nordeste a adotar a SAF e espera que não apenas o seu clube dê esse grande passo. Ele é um grande incentivador dessa abordagem por todos os clubes do Nordeste e do Brasil, propondo abrir as portas do Retrô para tirar dúvidas, trazer estudos, palestras e discussões, juntamente com as empresas que está contratando para fazer essa virada de chave, acreditando que os seus grandes adversários (dentro das quatro linhas do gramado) poderão ter um salto qualitativo em suas gestões ao optar por esse modelo societário, assim como o Cruzeiro, Botafogo, Coritiba, Athletico-PR, América-MG e Chapecoense já o fizeram. Do site do Retrô

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