Com Pipico decisivo, Santa Cruz vence na Ilha do Retiro e Sport vai disputar quadrangular da queda no Pernambucano

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Um Santa Cruz preciso. Cirúrgico. E que contou com o seu artilheiro preciso, como de costume. No primeiro jogo contra o Sport, Pipico marcou um gol no fim de cada tempo, para abrir o placar e desempatar o jogo contra o Leão, que igualou o resultado no começo da etapa complementar, com Hernane. Com isso, o Tricolor manteve a invencibilidade, impondo, por conseguinte, ao rubro-negro a queda para o 7º lugar na tabela e disputa do quadrangular do rebaixamento.

Já na semifinal, o Santa Cruz folga no próximo final de semana, enquanto o Sport enfrenta o Vitória-PE, no primeiro de três jogos visando evitar disputar a Série A2 do Estadual em 2021

Sem possibilidade de torcida, aliás, por conta da pandemia do coronavírus, os clubes instigaram durante a semana uma rivalidade sadia, com venda de ingressos solidários. E o público online foi, até pouco antes das 16h, em torno de 9.800 torcedores, sendo 7.300 rubro-negros e 2.500 tricolores, para uma renda de cerca de R$ 136 mil, correspondentes à comercialização, dos quais R$ 104 mil vão para o Leão e R$ 32 mil para a Cobra Coral.

Agora, os times viram a chave para a Copa do Nordeste, onde entram em campo nesta quarta-feira, às 20h, na Bahia, sede única do Regional. O Sport enfrenta o Confiança, enquanto o Santa Cruz duela diante do Confiança. Ambos não têm vida garantida e precisam vencer para avançar.

O JOGO
Para o duelo, as principais novidades no time rubro-negro foram dois pratas da casa. O lateral direito Rafael, de 18 anos, foi escalado no ataque, aberto pela direito. Já o lateral esquerdo Luciano, de 20 anos, foi acionado na lateral esquerdo no lugar do experiente e capitão Sander, vetado do jogo com uma entorse leve no joelho esquerdo. Além das já esperadas estreias de Patric e Maidana.

Do lado da equipe tricolor, a novidade foi Augusto Potiguar de titular, no lugar de Jeremias, que acabou poupado de alguns treinos durante a semana por dores musculares. No mais, força máxima.

A etapa inicial pôde ser dividido em três partes – com o Sport sendo melhor, mas com o Santa Cruz sabendo resistir e sendo letal. No primeiro terço, os times se estudaram: precisando vencer e em casa, o Leão dominou a posse de bola, mas não conseguiu infiltrar, esbarrando em um Tricolor bem postado no próprio campo, sem nenhum time chegar de forma efetiva.

No segundo terço, o Sport cresceu, chegando pelo menos quatro vezes com perigo: primeiro, em um chute de Gomez de fora, exigindo a primeira defesa de Maycon Cleiton. Logo em seguida, nova chegada perigosa, com Rafael entrando na área e sendo derrubado por Fabiano – apesar dos pedidos de pênalti, o árbitro enxergou ombro a ombro. No lance seguinte, Patric fez boa jogada pela direita, mas a defesa tricolor afastou. E por fim, Luciano cobrou boa falta frontal, exigindo ótima defesa do goleiro Coral.

Já no último terço, foi a vez do Santa Cruz ser superior. E cirúrgico. Aos 33 minutos, Didira roubou a bola no campo de ataque e serviu Victor Rangel, que entrou cara a cara com Luan Polli, mas esbarrou no goleiro leonino. Aos 37 o Sport respondeu com Rafael (melhor rubro-negro no primeiro tempo), que completou cruzamento de Patric na trave – dupla mostrou bom entendimento. Mas aos 40 minutos, Pipico, até então apagado, mostrou porque é a referência do Santa: em boa troca de passes no campo de ataque, Didira deu ótimo passe de calcanhar para o artilheiro sair de frente para o gol e bater sem chances de defesa.

SEGUNDO TEMPO
E a boa primeira etapa rubro-negra pode ser traduzida nas movimentações dos técnicos para a etapa complementar: Daniel Paulista não mexeu, enquanto Itamar Schulle mudou no sistema defensivo, tirando William Alves e colocando Célio Santos.

Apesar disso, o início do segundo tempo mostrou o Santa Cruz melhor, acertando o travessão em chute de Augusto Potiguar. O Sport, por sua vez, apresentou-se nervoso, errando passes e algumas saídas de bola e chegando muito mais no volume, com as entradas de Bruninho e Mugni nos lugares e Gomez e João Igor. E assim, na vontade, chegou ao empate. Aos 19, em falta frontal alçada na área, Maidana ajeitou para Hernane, livre na pequena área, enfim superar Maycon Cleiton.

Mais ofensivo com as mexidas, o Sport se mandou ao ataque, mas seguiu sem a organização vista no primeiro tempo e, no abafa, perdeu chance clara no fim, com Hernane chutando para fora livre na pequena área. Já o Santa Cruz, com o placar que lhe agrada, continuou bem postado e fez o tempo andar, tentando matar o jogo em cum contra-ataque. Que veio. No último lance, Pipico completou cruzamento no contrapé de Polli, dando números finais ao clássico.

FICHA DO JOGO
Sport
Luan Polli; Patric, Maidana, Chico, Luciano; Willian Farias, João Igor (Lucas Mugni), Jonatan Gomez (Bruninho); Leandro Barcia (Elton), Hernane e Rafael (Marquinhos). Técnico: Daniel Paulista

Santa Cruz
Maycon Cleiton; Toty, Wiliam Alves (Célio Santos), Danny Morais e Fabiano; André (Bileu), Paulinho e Didira; Augusto Potiguar (Jeremias), Pipico e Victor Rangel. Técnico: Itamar Schülle

Árbitro: Diego Fernando
Assistentes: Clovis Amaral e Bruno César
Gols: Pipico (40’ do 1º T e 49′ do 2ºT), Hernane (19’ do 2º T)
Cartões Amarelos: Willian Farias (Sport); Danny Morais, William Alves (Santa)

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