Do Jornal do Commercio O consórcio vencedor da licitação da construção do estádio pernambucano para a Copa do Mundo de 2014, encabeçado pela Odebrecht, já está se movimentando. Fez um aporte próprio de R$ 7 milhões para alinhar o projeto executivo, contratou parceiros e funcionários. Com a publicação no Diário Oficial de hoje do licenciamento ambiental concedido pela Agência Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH) para o início da obra na Comunidade de Jardim Penedo, em São Lourenço da Mata, no Grande Recife, a empresa baiana revelará o cronograma e, consequentemente, dia e hora em que de fato tudo começará a sair do papel. A mesma empresa está à frente da reconstrução da Fonte Nova, na Bahia, para o Mundial. Em Salvador, já foi finalizada a demolição mecânica do anel inferior do estádio. A implosão do anel superior está marcada para o dia 29 do mês que vem. "Precisamos aguardar a publicação do licenciamento no Diário Oficial porque haverá uma série de recomendações solicitadas pelo órgão responsável. Queremos dar uma posição oficial apenas depois. Mas já temos pessoal em Pernambuco, inclusive engenheiros", comentou o assessor de imprensa da Odebrecht, Rodrigo Vilar. Segundo o diretor-presidente da CPRH, Hélio Gurgel, haverá exigências e fiscalização rigorosas em torno do processo de construção da arena pernambucana no que diz respeito à obediência das leis ambientais. "Queremos que Pernambuco saia na frente neste aspecto. Vamos cobrar que todo processo obedeça os procedimentos ambientais corretos", garantiu. A Cidade da Copa, com habitações, escola, hospital e outros equipamentos urbanos, ocupará um espaço de mais de 200 hectares. Mas a área do estádio é de cerca de 50 hectares. A preocupação da CPRH é com a preservação das áreas naturais importantes, diminuição dos impactos ambientais e com os resíduos gerados pela construção. "Vamos executar programas de educação ambiental para transmitir uma série de conceitos. Serão milhares de pessoas trabalhando nessas obras, que vão gerar entulhos, lixo. É preciso ajustar tudo isso, como a gestão dos resíduos e reciclagem do material", explicou Hélio Gurgel. A previsão de gastos para levantar o palco pernambucano - para 46 mil pessoas - é de R$ 530 milhões, com recursos da própria Odebrecht, do governo do Estado e também do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O cronograma inicialmente apontava o início da obra no último mês de março. Mesmo com o atraso de quatro meses, a entrega ainda está prevista para dezembro de 2012. Pernambuco tentará receber jogos já da Copa das Confederações de 2013, grande evento de teste para o Mundial. ... |