Do Blog do Torcedor Na noite deste domingo, o jornalista Nilton Villanova, 26, voltava da casa de um amigo caminhando, no bairro de Ouro Preto, em Olinda, quando foi assaltado por dois membros da torcida organizada Fanáutico, pouco depois do jogo do Náutico contra o Vitória, nos Aflitos. Ao reagir, afugentou os dois momentaneamente, mas logo em seguida eles retornaram em maior número, espancaram-no e levaram todos seus pertences.
"Tomei uma surra. Um deles estava armado. Não sei se tinha balas, disse que iria me matar, mas não o fez", disse Nilton, que passou a noite no Hospital Prontolinda para tratar das escoriações espalhadas por todo o corpo, até no rosto, e só voltou para casa na manhã desta segunda-feira. À tarde, ele fará o boletim de ocorrência na delegacia do Varadouro.
"Estava escuro e foi tudo muito rápido. Quase todos estavam com a camisa da Fanáutico. Foi depois do jogo. Eles deviam estar voltando dos Aflitos. Vi uma camisa de uma outra torcida, acho que do Fortaleza", relembrou o jornalista, preocupado com a escalada da criminalidade envolvendo membros de torcidas organizadas.
"Acho que o caso específico, apesar de meu, é pouco para ser discutido. O problema é que as torcidas organizadas estão cada vez piores, com cada vez mais marginais. E isso tem que ser discutido. Mas pouco se fala", analisou. MAIS DO MESMO Na semana passada, o Jornal do Commercio publicou reportagem sobre a violência nos dias de jogos de futebol. O corretor de vendas Bruno Bessa, 22 anos, recebeu uma pedrada no rosto durante uma briga entre membros de torcidas organizadas do Santa Cruz e do Sport antes do clássico da última quarta-feira. Mais de 300 pessoas foram detidas por antes e depois do jogo.
Há duas semanas, a reportagem especial do JC Online Ameaça no ônibus. É dia de futebol, sobre os transportes e o trânsito em dias de jogo de futebol, publicada em novembro, destacando a destruição do patrimônio público em dias de jogo de futebol, recebeu o prêmio Urbana de Jornalismo. Infelizmente, as autoridades competentes apenas assistiram ao número de depredações de ônibus bater o recorde no último Clássico das Multidões. . |