Do Jornal do Commercio Nos minutos finais da vitória por 3x2 sobre o Bahia, o atacante Geílson ouviu pela primeira vez seu nome ser gritado em coro pelos torcedores do Náutico, nos Aflitos. Afinal, tinha sido o melhor jogador em campo, marcando um gol e dando passe para outro. Na internet, de imediato, começou a ser chamado erroneamente de "mito" por alvirrubros mais empolgados. Uma mudança e tanto para um jogador que foi bastante criticado e amargou algumas partidas na reserva nos seus primeiros meses no clube. Agora virou xodó. Coincidência ou não, a melhora no futebol de Geílson começou a partir da chegada do técnico Alexandre Gallo, que já havia trabalhado com o atacante no Santos, em 2005. "Sabia que o Geílson ia crescer de rendimento. Sempre acreditei no seu potencial. Ele é um atleta que depende muito da parte física e quando eu cheguei ao Náutico, realmente ele estava muito abaixo nesse quesito", destacou. "Também é importante respeitar as limitações do jogador. Não adianta pedir para ele realizar uma tarefa que foge das suas características", completou o treinador timbu. Geílson, por sua vez, não esconde a felicidade pelo bom momento. Também não segurou o riso ao saber que está sendo chamado de "mito" na internet. "É muito gratificante se tornar um ídolo em um clube como o Náutico. E só dá mais motivação para continuar crescendo e melhorando junto com o grupo", destacou o atleta, de 26 anos, e que pelo Timbu é o vice-artilheiro da temporada, com 11 gols (cinco pelo Estadual, três pela Série B e três pelo Campeonato do Nordeste). O goleador máximo do time no ano é Bruno Meneghel, com 13. Sobre o Paraná, adversário do Náutico no próximo sábado, em Curitiba, Geílson acredita que os problemas enfrentados pelos paranaenses, principalmente os de ordem financeira (os ingressos para o jogo custam R$ 100 para tentar quitar os salários atrasados), não irão facilitar a vida dos alvirrubros, líderes da Série B. "Não podemos achar que o jogo vai ser fácil por conta disso, vamos jogar contra uma equipe que, com certeza, vai brigar por uma vaga de acesso, assim como a gente, independentemente dos problemas", avaliou Geílson. Jogando em Curitiba, o Náutico nunca foi derrotado pelo Paraná. Em dois jogos na Vila Capanema, aconteceram um empate (1x1 em 1994) e uma vitória (4x2, em 2007). Ambos pela Série A. ... |